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O triste fim de Policarpo Quaresma Afonso Henriques de Lima Barreto

O triste fim de Policarpo Quaresma Afonso Henriques de Lima BarretoTítulo:    O triste fim de Policarpo Quaresma

Autor:    Afonso Henriques de Lima Barreto

Categoria:    Literatura

Idioma:    Português




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O triste fim de Policarpo Quaresma Afonso Henriques de Lima Barreto

Triste Fim de Policarpo Quaresma é um romance do pré-modernismo brasileiro e considerado por alguns o principal representante desse movimento. Escrito por Lima Barreto, foi levado a público pela primeira vez em folhetins, publicados, entre agosto e outubro de 1911, na edição da tarde do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Em 1915, também no Rio de Janeiro, a obra foi pela primeira vez impressa em livro, em edição do autor.


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TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA 

AUTOR: LIMA BARRETO

O AUTOR 
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) era filho de um tipógrafo e de uma professora primária, ambos mestiços.

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA 

O significado do nome
No Major Policarpo Quaresma afloram tanto as revoltas do brasileiro marginalizado em uma sociedade onde o capital já não tem pátria, quanto a própria consciência do romancista de que o caminho meufanista é veleitário e impotente. Tal duplicidade de planos, o narrativo (relatos dos percalços do brasileiro em sua pátria) e o crítico (enfoque dos limites da ideologia) aviva de forma singular a personalidade literária de Lima Barreto, em que se reconhece a inteligência como força sempre atuante. (BOSI, Alfredo. In História Concisa da Literatura Brasileira, p.359)

TEMPO DA NARRATIVA 
 

O tempo da narrativa corresponde ao final do século XIX, especificamente ao período do governo de Floriano Peixoto.
As questões políticas, a visão da mulher, os dramas do subúrbio, as fraquezas do governo constituem-se em fatos do romance que são retirados da ideologia do período compreendido entre 1891 e 1894.
É de modo irônico que o narrador descreve a batalha:  “queimou” torna-se expressão de riso e deboche por parte do povo que assiste à batalha.


Fragmento

PRIMEIRA PARTE
I
A Lição de Violão
Como de hábito, Policarpo Quaresma, mais conhecido por Major Quaresma, bateu em casa às
quatro e quinze da tarde. Havia mais de vinte anos que isso acontecia. Saindo do Arsenal de
Guerra, onde era subsecretário, bongava pelas confeitarias algumas frutas, comprava um queijo, às
vezes, e sempre o pão da padaria francesa.
Não gastava nesses passos nem mesmo uma hora, de forma que, às três e quarenta, por aí assim,
tomava o bonde, sem erro de um minuto, ia pisar a soleira da porta de sua casa, numa rua afastada
de São Januário, bem exatamente às quatro e quinze, como se fosse a aparição de um astro, um
eclipse, enfim um fenômeno matematicamente determinado, previsto e predito.
A vizinhança já lhe conhecia os hábitos e tanto que, na casa do Capitão Cláudio, onde era costume
jantar-se aí pelas quatro e meia, logo que o viam passar, a dona gritava à criada: “Alice, olha que
são horas; o Major Quaresma já passou.”
E era assim todos os dias, há quase trinta anos. Vivendo em casa própria e tendo outros
rendimentos além do seu ordenado, o Major Quaresma podia levar um trem de vida superior aos
seus recursos burocráticos, gozando, por parte da vizinhança, da consideração e respeito de homem
abastado.
Não recebia ninguém, vivia num isolamento monacal, embora fosse cortês com os vizinhos que o
julgavam esquisito e misantropo. Se não tinha amigos na redondeza, não tinha inimigos, e a única
desafeição que merecera fora a do Doutor Segadas, um clínico afamado no lugar, que não podia
admitir que Quaresma tivesse livros: “Se não era formado, para quê? Pedantismo!” 



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