25 dicas para responder questões discursivas.

Decreto Nº 9.765/2019 e a Política Nacional de Alfabetização.

O Decreto Nº 9.765/2019 Institui a Política Nacional de Alfabetização.


De acordo com o Art. 1º do  Decreto Nº 9.765/19 Fica instituída a Política Nacional de Alfabetização, por meio da qual a União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, implementará programas e ações voltados à promoção da alfabetização baseada em evidências científicas, com a finalidade de melhorar a qualidade da alfabetização no território nacional e de combater o analfabetismo absoluto e o analfabetismo funcional, no âmbito das diferentes etapas e modalidades da educação básica e da educação não formal.

Definições estabelecidas no Art. 2º do Decreto Nº 9765/2019


  • I - alfabetização -  ensino das habilidades de leitura e de escrita em um sistema alfabético, a fim de que o alfabetizando se torne capaz de ler e escrever palavras e textos com autonomia e compreensão;
  • II - analfabetismo absoluto -  condição daquele que não sabe ler nem escrever;
  • III - analfabetismo funcional - condição daquele que possui habilidades limitadas de leitura e de compreensão de texto;
  • IV - consciência fonêmica - conhecimento consciente das menores unidades fonológicas da fala e a habilidade de manipulá-las intencionalmente;
  • V - instrução fônica sistemática - ensino explícito e organizado das relações entre os grafemas da linguagem escrita e os fonemas da linguagem falada;
  • VI - fluência em leitura oral - capacidade de ler com precisão, velocidade e prosódia;
  • VII - literacia - conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionadas com a leitura e a escrita e sua prática produtiva;
  • VIII - literacia familiar - conjunto de práticas e experiências relacionadas com a linguagem, a leitura e a escrita, as quais a criança vivencia com seus pais ou cuidadores;
  • IX - literacia emergente - conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionadas com a leitura e a escrita, desenvolvidos antes da alfabetização;
  • X - numeracia - conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionadas com a matemática; e
  • XI - educação não formal - designação dos processos de ensino e aprendizagem que ocorrem fora dos sistemas regulares de ensino. 

São princípios da Política Nacional de Alfabetização (Art. 3º do Decreto Nº 9.765/2019 :


  • I - integração e cooperação entre os entes federativos, respeitado o disposto no § 1º do art. 211 da Constitução;
  • II - adesão voluntária dos entes federativos, por meio das redes públicas de ensino, a programas e ações do Ministério da Educação;
  • III - fundamentação de programas e ações em evidências provenientes das ciências cognitivas;
  • IV - ênfase no ensino de seis componentes essenciais para a alfabetização: a) consciência fonêmica; b) instrução fônica sistemática; c) fluência em leitura oral; d) desenvolvimento de vocabulário; e) compreensão de textos; e f) produção de escrita;
  • V - adoção de referenciais de políticas públicas exitosas, nacionais e estrangeiras, baseadas em evidências científicas;
  • VI - integração entre as práticas pedagógicas de linguagem, literacia e numeracia;
  • VII - reconhecimento de que o desenvolvimento integral da criança pressupõe a inter-relação e a interdependência dos domínios físico, socioemocional, cognitivo, da linguagem, da literacia e da numeracia;
  • VIII - aprendizagem da leitura, da escrita e da matemática básica como instrumento de superação de vulnerabilidades sociais e condição para o exercício pleno da cidadania;
  • IX - igualdade de oportunidades educacionais; e
  • X - reconhecimento da família como um dos agentes do processo de alfabetização.

São objetivos da Política Nacional de Alfabetização (Art. 4º do Decreto Nº 9.765/2019)


  • I - elevar a qualidade do ensino e da aprendizagem no âmbito da alfabetização, da literacia e da numeracia, sobretudo nos primeiros anos do ensino fundamental, por meio de abordagens cientificamente fundamentadas;
  • II - contribuir para a consecução das Metas 5 e 9 do Plano Nacional de Educação de que trata o Anexo à Lei nº 13.00art55, de 25 de junho de 2014;
  • III - assegurar o direito à alfabetização a fim de promover a cidadania e contribuir para o desenvolvimento social e econômico do País;
  • IV - impactar positivamente a aprendizagem no decorrer de toda a trajetória educacional, em suas diferentes etapas e níveis; e
  • V - promover o estudo, a divulgação e a aplicação do conhecimento científico sobre literacia, alfabetização e numeracia. 


Diretrizes da Política Nacional de Alfabetização (Art. 4º do Decreto Nº 9.765/2019)


  • I - priorização da alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental;
  • II - incentivo a práticas de ensino para o desenvolvimento da linguagem oral e da literacia emergente na educação infantil;
  • III - integração de práticas motoras, musicalização, expressão dramática e outras formas artísticas ao desenvolvimento de habilidades fundamentais para a alfabetização;
  • IV - participação das famílias no processo de alfabetização por meio de ações de cooperação e integração entre famílias e comunidade escolar;
  • V - estímulo aos hábitos de leitura e escrita e à apreciação literária por meio de ações que os integrem à prática cotidiana das famílias, escolas, bibliotecas e de outras instituições educacionais, com vistas à formação de uma educação literária;
  • VI - respeito e suporte às particularidades da alfabetização nas diferentes modalidades especializadas de educação;
  • VII - incentivo à identificação precoce de dificuldades de aprendizagem de leitura, de escrita e de matemática, inclusive dos transtornos específicos de aprendizagem; e
  • VIII - valorização do professor da educação infantil e do professor alfabetizador. 


Decreto Nº 9.765/2019 e a Política Nacional de Alfabetização.

A Política Nacional de Alfabetização tem por público-alvo: (Art. 6º )


  • I - crianças na primeira infância;
  • II - alunos dos anos iniciais do ensino fundamental;
  • III - alunos da educação básica regular que apresentam níveis insatisfatórios de alfabetização;
  • IV - alunos da educação de jovens e adultos;
  • V - jovens e adultos sem matrícula no ensino formal; e
  • VI - alunos das modalidades especializadas de educação.


Parágrafo único.  São beneficiários prioritários da Política Nacional de Alfabetização os grupos a que se referem os incisos I e II do caput.

São agentes envolvidos na Política Nacional de Alfabetização: (Art. 7º )


  • I - professores da educação infantil;
  • II - professores alfabetizadores;
  • III - professores das diferentes modalidades especializadas de educação;
  • IV - demais professores da educação básica;
  • V - gestores escolares;
  • VI - dirigentes de redes públicas de ensino;
  • VII - instituições de ensino;
  • VIII - famílias; e
  • IX - organizações da sociedade civil. 


Implementação da Política Nacional de Alfabetização


De acordo com o Art. 8º  A Política Nacional de Alfabetização será implementada por meio de programas, ações e instrumentos que incluam:


  • I - orientações curriculares e metas claras e objetivas para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental;
  • II - desenvolvimento de materiais didático-pedagógicos cientificamente fundamentados para a literacia emergente, a alfabetização e a numeracia, e de ações de capacitação de professores para o uso desses materiais na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental;  
  • III - recuperação e remediação para alunos que não tenham sido plenamente alfabetizados nos anos iniciais do ensino fundamental ou que apresentem dificuldades de aprendizagem de leitura, escrita e matemática básica;
  • IV - promoção de práticas de literacia familiar;
  • V - desenvolvimento de materiais didático-pedagógicos específicos para a alfabetização de jovens e adultos da educação formal e da educação não formal;
  • VI - produção e disseminação de sínteses de evidências científicas e de boas práticas de alfabetização, de literacia e de numeracia;
  • VII - estímulo para que as etapas de formação inicial e continuada de professores da educação infantil e de professores dos anos iniciais do ensino fundamental contemplem o ensino de ciências cognitivas e suas aplicações nos processos de ensino e de aprendizagem;
  • VIII - ênfase no ensino de conhecimentos linguísticos e de metodologia de ensino de língua portuguesa e matemática nos currículos de formação de professores da educação infantil e de professores dos anos iniciais do ensino fundamental;
  • IX - promoção de mecanismos de certificação de professores alfabetizadores e de livros e materiais didáticos de alfabetização e de matemática básica;
  • X - difusão de recursos educacionais, preferencialmente com licenças autorais abertas, para ensino e aprendizagem de leitura, de escrita e de matemática básica;
  • XI - incentivo à produção e à edição de livros de literatura para diferentes níveis de literacia;
  • XII - incentivo à formação de gestores educacionais para dar suporte adequado aos professores da educação infantil, aos professores do ensino fundamental e aos alunos; e
  • XIII - incentivo à elaboração e à validação de instrumentos de avaliação e diagnóstico.  


Avaliação e monitoramento da Política Nacional de Alfabetização:


Segundo o Art. 9º  do  Decreto Nº 9.765/19 constituem mecanismos de avaliação e monitoramento da Política Nacional de Alfabetização:

  • I - avaliação de eficiência, eficácia e efetividade de programas e ações implementados;
  • II - incentivo à difusão tempestiva de análises devolutivas de avaliações externas e ao seu uso nos processos de ensino e de aprendizagem;
  • III - desenvolvimento de indicadores para avaliar a eficácia escolar na alfabetização;
  • IV - desenvolvimento de indicadores de fluência em leitura oral e proficiência em escrita; e
  • V - incentivo ao desenvolvimento de pesquisas acadêmicas para avaliar programas e ações desta Política. 



DISPOSIÇÕES FINAIS

Compete ao Ministério da Educação a coordenação estratégica dos programas e das ações decorrentes desta Política Nacional de Alfabetização. (Art. 10.)

A colaboração dos entes federativos na Política Nacional de Alfabetização se dará por meio de adesão voluntária, na forma a ser definida em instrumentos específicos dos respectivos programas e ações do Ministério da Educação e de suas entidades vinculadas. (Art. 11.)

Para fins de implementação da Política Nacional de Alfabetização, a União poderá prestar assistência técnica e financeira aos entes federativos, que será definida em ato próprio de cada programa ou ação. (Art. 12.)

A assistência financeira da União, de que trata o art. 12, correrá por conta das dotações consignadas na Lei Orçamentária Anual ao Ministério da Educação e às suas entidades vinculadas, de acordo com a sua área de atuação, observados a disponibilidade e os limites estipulados na legislação orçamentária e financeira. (Art. 13.)

Fonte:
Decreto Nº 9.765/19

Notificação de Faltas Escolares na Lei 13.803/19


A Lei 13.803/19 tornou obrigatória a notificação de faltas escolares ao Conselho Tutelar quando superiores a 30% (trinta por cento) do percentual permitido em lei. Confira:

Notificação de Faltas Escolares na Lei 13.803/19



LEI Nº 13.803, DE 10 DE JANEIRO DE 2019.

Altera dispositivo da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para obrigar a notificação de faltas escolares ao Conselho Tutelar quando superiores a 30% (trinta por cento) do percentual permitido em lei.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o  O inciso VIII do art. 12 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 12.  .........................................................................................................
............................................................................................................................
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta por cento) do percentual permitido em lei;
....................................................................................................................” (NR)
Art. 2º  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 10 de janeiro de 2019; 198o da Independência e 131o da República. 
JAIR MESSIAS BOLSONARO
Sérgio Moro
Ricardo Vélez Rodríguez
Este texto não substitui o publicado no DOU de 11.1.2019


Veja também:





Série leva a uma Viagem pelo Brasil Colônia

O Portal da Empresa Brasileira de Comunicação publicou uma matéria denominada "Na Trilha da História: Viaje no tempo e conheça como era a rotina no Brasil Colônia" que narra eventos da História do Brasil por Isabela Azevedo.  Segundo o site do Governo Na Trilha da História: Apresenta temas da história do Brasil e do mundo de forma descontraída, privilegiando a participação de pesquisadores e testemunhas de importantes acontecimentos. Os episódios são marcados por curiosidades raramente ensinadas em sala de aula. Tem periodicidade semanal. 

Acesse aqui as edições anteriores. 

Confira a publicação:

Na Trilha da História: Viaje no tempo e conheça como era a rotina no Brasil Colônia


Apresentação Isabela Azevedo


Olá, eu sou a Isabela Azevedo e está começando o Na Trilha da História!


Hoje nós vamos fazer uma viagem no tempo e desembarcar na época do Brasil Colônia, período que vai do início anos 1500 até o início dos anos 1800. Qual era a rotina das pessoas que viviam por aqui? Quais eram os costumes, as crenças e os hábitos de higiene?

Nossa convidada é a historiadora Mary Del Priore, autora do livro Histórias da Gente Brasileira. Ela destaca a importância da sabedoria popular dos moradores do campo, especialmente para o sucesso da colheita.


Sonora: “O nosso lavrador, o nosso aldeão, o nosso camponês, o homem que trabalhava a terra, a maior parte deles era analfabeta. Mas essas 'sabências', como eu gosto de chamá-las, não são sabedorias, não é nada que se aprendesse na universidade. É algo que se passava de pai para filho, era a forma de o homem conversar com a natureza."


Mas como a natureza se comunicava com os brasileiros daquela época?


Sonora: “Eles procuravam indícios. Por exemplo, se eles viam determinado grupo de passarinhos voando, eles sabiam que seria uma chuva mais forte ou mais fraca. Se eles viam o porco fuçando a terra, eles tinham medo de que a água pudesse subir. Os cardumes de peixes, tanto no mar quanto nos rios, também anunciava a passagem das estações..."


Em relação ao trabalho escravo, Mary Del Priore lembra, por exemplo, a importância dos conhecimentos dos africanos para o aprimoramento do trabalho nas minas.


Sonora: “A mineração, por exemplo, não teria êxito se não fosse o conhecimento de muitos escravos, que vieram para cá e trouxeram inovações tecnológicas fantásticas. Eles eram capazes de mergulhar no rio e recolher areia com um tipo de instrumento que eles inventaram. Eles eram grandes ferreiros, então eles detêm esse saber todo sobre o ferro, que é fundamental na triagem do ouro."



E havia tempo para o lazer na época do Brasil Colônia, Mary?


Sonora: “Nessa época, o lazer era o tempo roubado ao trabalho. Quer dizer, trabalhava-se o dia inteiro pra sobreviver e aquele tempinho roubado ao trabalho ou alguma coisa que você conseguisse introduzir de diferente para quebrar o ritmo de trabalho acabava se transformando em lazer."


A historiadora conta que adivinhar o futuro era uma das formas de diversão.


Sonora: “Depois a gente vai ver, talvez em alguns processos da Inquisição, as ciganas que colocavam cartas e prediziam o futuro. Mas o carteado era muito perseguido pelas consequências que esses jogos tinham, sobretudo, de endividamento das pessoas."


E quem sabe a magia também não poderia ajudar homens e mulheres do Brasil Colônia a encontrar um amor?


Sonora: "Gostamos muito dessas magias, sobretudo as magias amorosas. Desde sempre era comum se levar alguma coisa presa ao pescoço, uma palavrinha mágica... Como eram comuns também os banhos com ervas aromáticas e palavras mágicas ditas no meio da noite. Como eram comuns os trabalhos para segurar homens que nós temos até hoje pelas ruas das grandes cidades: 'trago seu homem em cinco dias'.. Naquela época acho que demorava um pouquinho mais (risos), mas os trabalhos também eram muito comuns."


E a fofoca? Era um passatempo, Mary?


Sonora: "Proibidas, inclusive, pelas constituições do bispado da Bahia e pelas ordenações filipinas. Havia uma preocupação enorme em coibir esse disse-me-disse. As lavadeiras enquanto lavavam, o tempo inteiro... Você vê que algumas coisas não mudam, né?"


E em relação a higiene? Quais eram os hábitos da época?


Sonora: "Nos limitávamos a lavar os pés para não ter bicho do pé, as mãos para comer - comia-se com as mãos -, e a nuca. O banho raramente era tomado. A pessoa tinha que estar em estado terminal para tomar... (risos)"



Esta foi a versão reduzida do Na Trilha da História. O episódio completo tem 55 minutos e traz, além da entrevista na íntegra com a historiadora e escritora Mary Del Priore, músicas que tem tudo a ver com o tema desta semana. Para ouvir, acesse: radios.ebc.com.br/natrilhadahistória. Se você tiver alguma sugestão de tema para o programa, envie um e-mail para culturaearte@ebc.com.br./ Até semana que vem, pessoal!


* Reprise do programa de 23 de janeiro de 2017.

Série leva a uma Viagem pelo Brasil Colônia



Fonte: Na Trilha da História: Viaje no tempo e conheça como era a rotina no Brasil Colônia  http://radioagencianacional.ebc.com.br/educacao/audio/2019-03/na-trilha-da-historia-viaje-no-tempo-e-conheca-como-era-rotina-no-brasil  Reprodução autoriza por Empresa Brasil de Comunicação S/A - EBC.


imagem ilustrativa não consta de postagem original


Exercícios de literatura sobre Clarice Lispector.

Exercícios de literatura sobre Clarice Lispector. Escritora clássica da literatura brasileira acompanhe as questões sobre interpretação dos textos da autora. Sugeridos para aulas do ensino médio, vestibular e ENEM.

Exercícios sobre Clarice Lispector


Texto 1 (Pref. Francisco Dumont/MG COTEC/UNIMONTES - 2016)

Leia o fragmento do conto “Amor”, de Clarice Lispector, retirado do livro Laços de família, para responder às questões a seguir. 


Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação. Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida. [...] No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. [...] O bonde se arrastava, em seguida estacava. Foi então que olhou para o homem parado no ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. [...] Ele mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio. Mas continuava a olhá-lo, cada vez mais inclinada — o bonde deu uma arrancada súbita jogando-a desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão — Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava — o bonde estacou, os passageiros olharam assustados. Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgia-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os fios da rede. O cego interrompera a mastigação e avançava as mãos inseguras, tentando inutilmente pegar o que acontecia. O embrulho dos ovos foi jogado fora da rede e, entre os sorrisos dos passageiros e o sinal do condutor, o bonde deu a nova arrancada de partida. Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara atrás para sempre. Mas o mal estava feito. A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. O mal estava feito. Por quê? Teria esquecido de que havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara de novo um malestar. [...] Só então percebeu que há muito passara do seu ponto de descida. Na fraqueza em que estava, tudo a atingia com um susto; desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite. [...] Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo. A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si. [...] Mas quando se lembrou das crianças, diante das quais se tornara culpada, ergueu-se com uma exclamação de dor. Agarrou o embrulho, avançou pelo atalho obscuro, atingiu a alameda. Quase corria — e via o Jardim em torno de si, com sua impersonalidade soberba. Sacudiu os portões fechados, sacudia-os segurando a madeira áspera. O vigia apareceu espantado de não a ter visto. Correu com a rede até o elevador, sua alma batia-lhe no peito — o que sucedia? A piedade pelo cego era tão violenta como uma ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, perecível, seu. Abriu a porta de casa. A sala era grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, os vidros da janela brilhavam, a lâmpada brilhava — que nova terra era essa? E por um instante a vida sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo moralmente louco de viver. O menino que se aproximou correndo era um ser de pernas compridas e rosto igual ao seu, que corria e a abraçava. Apertou-o com força, com espanto. Ela amava o mundo, amava o que fora criado — amava com nojo. Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. [...] Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.

Responda as questões com base no texto 1


1) Assinale a alternativa INCORRETA.

  • A)A narrativa demonstra que a personagem Ana vê-se subitamente despertada pelo amor ao cego, único ser capaz de retirá-la da alienação da vida comum de dona de casa.
  • B) O conto representa um momento da vida de uma mãe e dona de casa, que suspende momentaneamente suas atividades cotidianas para viver uma possível metafísica do instante.
  • C) A imagem da rede de ovos que se parte e deixa escorrer a gema amarela metaforiza o despertar, ainda que passageiro, de uma mulher comum, que passa a ter uma visão mais consciente de seu papel social.
  • D)A epifania, característica comum na narrativa de Clarice Lispector, acontece quando a personagem vê o cego parado, mascando chicles, pois é a partir daí que ela começa a ter noção de si.


2) O conto “Amor”, de Clarice Lispector, possui todas as características apresentadas abaixo, EXCETO

  • A)O narrador afasta-se totalmente da personagem e da cena, deixando prevalecer a observação distanciada e a análise objetiva dos fatos relatados.
  • B) O olhar minucioso, a descrição atenta e a demonstração dos complexos sentimentos da personagem revelam relativa proximidade do narrador com os acontecimentos.
  • C) A personagem Ana identifica-se com as mulheres comuns de sua classe e situação, no entanto, ela vive um momento único de revelação e consciência, que pode ser traduzido como uma vontade inconsciente de libertação.
  • D)O cotidiano, a cena corriqueira e a personagem comum são artifícios usados pela autora para refletir sobre a vida, os papéis sociais e seus significados.


3) Sobre o texto de Clarice Lispector, é INCORRETO afirmar:

  • A)Trata-se de um conto, porque condensa personagens e ações, apresentando um conflito central.
  • B) A narrativa apresenta fluxo de consciência, pois as emoções da personagem fundem-se às reflexões da voz narrativa, dando maior ênfase ao mundo interior.
  • C) Trata-se de um conto, porque apresenta linguagem acessível e tema popular, adequando-se às exigências de um leitor contemporâneo.
  • D)As emoções da personagem, com suas contradições e descobertas, expressam a súbita consciência sobre sua vida e sua identidade.


4) Sobre o título “Amor” do conto de Clarice Lispector, está INCORRETA a alternativa:

  • A)A autora apresenta uma visão desmistificadora e reflexiva sobre o amor, contrariando uma percepção romantizada e lírica do sentimento.
  • B) No texto, evidencia-se que o amor é um sentimento que pode ser despertado por contingências cotidianas, incorporando-se aos fatos corriqueiros da vida.
  • C) A consciência subitamente despertada na personagem propicia a ela uma experiência invulgar de reflexão, em que o amor se incorpora de forma complexa e ambígua.
  • D)O título representa uma ironia da autora sobre o sentimento amoroso, pois a personagem conclui que sua vida é monótona e sem sentido. 


5) Assinale a alternativa que apresenta a relação INCORRETA entre o excerto e o que ele expressa.

  • A) “Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgia-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os fios da rede.” — O trecho destaca o momento de revelação e autodescoberta vivenciado por Ana.
  • B) “Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.” — O
  • trecho expressa o vazio existencial da personagem.
  • C) “A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. O mal estava feito.” — O trecho evidencia, metaforicamente, uma necessidade de libertação da personagem.
  • D) “Abriu a porta de casa. A sala era grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, os vidros da janela brilhavam, a lâmpada brilhava — que nova terra era essa? E por um instante a vida sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo moralmente louco de viver. O menino que se aproximou correndo era um ser de pernas compridas e rosto igual ao seu, que corria e a abraçava. Apertou-o com força, com espanto.” — O trecho evidencia que a experiência vivida pela personagem desperta nova consciência sobre o que está a seu entorno.

Gabarito das questões do Texto 1

1A 2A 3C 4D 5B


Caderno - Exercícios sobre Clarice Lispector: conto “Amor”



Texto 2 (IFMT-2012)

Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica, mórbida e obscura tendo como contra tom o baixo grosso da dor. Alegro com brio. Tentarei tirar ouro do carvão.
Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras.
É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta.
É. Parece que estou mudando o modo de escrever. Mas acontece que só escrevo o que quero, não sou um profissional – e preciso falar dessa nordestina senão sufoco. Ela me acusa e o meio de me defender é escrever sobre ela. Escrevo em traços vivos e ríspidos de pintura. Estarei lidando com fatos como se fossem as irremediáveis pedras de que falei.
Embora queira que para me animar sinos badalem enquanto adivinho a realidade. E que anjos esvoacem em vespas transparentes em torno de minha cabeça quente porque esta quer se transformar em objeto-coisa, é mais fácil.

(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.)


1) Que questão o narrador clariceano NÃO coloca ao leitor como ponto de sua reflexão/escrita?

  • [A] O papel do escritor e sua função na sociedade.
  • x[B] Sua escrita em resposta às cobranças da crítica literária.
  • [C] A aproximação entre as artes de diferentes linguagens.
  • [D] O processo de depuração da escrita.


2) Em sua reflexão metalinguística, de que estratégia discursiva se utiliza o narrador?

  • [A] Afirma com insistência que a sua escrita efetivamente imprime mudanças na sociedade.
  • [B] Ignora a figura do leitor, que fica fora do alcance das suas indagações.
  • [C] O narrador silencia, mostrando que considera Macabea capaz de falar por si própria.
  • x[D] Coloca sua narração sob suspeição, ao optar por expor igualmente os mecanismos constitutivos da narrativa e da  narração.


3) No conjunto da obra de Clarice Lispector, têm centralidade as personagens femininas. No caso de A hora da estrela, pode-se dizer que Macabea revela

  • [A] a origem de sua força em sua psicologia e existência interiores.
  • [B] uma atuação e destino marcados pela comicidade.
  • x[C] seu lugar como personagem e sua atuação determinados por um jogo de forças familiares e sociais.
  • [D] seu papel de heroína paradigmática – a sertaneja que consegue escapar à tragédia do sertão.
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25 Atividades de Português para o Ensino Fundamental

Série de atividades de Português para o Ensino Fundamental. Os exercícios de Língua Portuguesa são sugeridos para aquele que deseja estudar a matéria para provas, concursos e exames.

Atividades de Português sobre Ortografia


1. Sublinhe todas as palavras grafadas corretamente.

maisena, quis, pusesse, atrás.
coragem, geito, agitar, atrazado.
encharcar, jesso, agiota, canalisar.
salsicha, embuia, piriquito, distilar.
anteontem, sequer, enchada, ultrage

R.:
maisenaquispusesseatrás.
coragem, geito, agitar, atrazado.
encharcar, jesso, agiota, canalisar.
salsichaembuia, piriquito, distilar.

anteontemsequer, enchada, ultrage



2. - Considere o seguinte texto:


Guiado por um professor, um grupo de meninos aprende sobre raízes e plantas durante uma aula ao ar livre. ____ poucos metros, protegido por um bosque preservado, outro grupo, só de meninas, estuda o que _____ dentro das sementes. O ambiente escolar, aparentemente paradisíaco, ecoa regras do passado: na escola Bosque/Mananciais, meninos e meninas brincam, comem e estudam totalmente separados.   (Revista CartaCapital, 14 set. 2011, p. 64.)



Preencha os espaços vazios desse texto com as expressões adequadas, grafadas corretamente.


R.: A – há.


3 - O aumentativo de bala é:
R.: balaço.



4. Dê o aumentativo de: "Um homem muito rico é" 
R.: Um homem ricaço


5. A palavra casinha é o diminutivo da palavra casa. Assim, o diminutivo de XÍCARA é?

R.: xicarazinha 



6. Identifique a classe gramatical da palavra destacada de forma CORRETA:
O amor verdadeiro é como fantasma. (SUBSTANTIVO)

7.  Assinale as palavras que são do gênero masculino.

fechadura
sombrinha
profeta 
telefonema

8 - A expressão grifada no trecho “a despeito de poucos lerem as notícias elaboradas por uns sobre o trabalho dos outros” pode ser adequadamente substituída, sem prejuízo de sentido, por?


R,: apesar de.


9. Assinale todas as palavras que são femininas.

trema  • cal missafelicidade • botijão

10. Complete a frase com as (sem crase) ou às (com crase)

O supermercado faz entregas em domicílio às sextas-feiras.






25 Atividades de Português para o Ensino Fundamental



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Atividades de Português com questões objetivas


Atividades de Portugues sobre Crase


1. (São José 2014) Na frase: “Era a feminilidade em pessoa”, a palavra sublinhada é classificada sintaticamente como:

a. ( ) Substantivo feminino.
b. ( ) Palavra derivada.
c. ( ) Núcleo do sujeito.
d. ( ) Núcleo do predicado verbal.
e. ( X ) Núcleo do predicativo do sujeito.



Atividades de Português sobre Análise e sentido do texto.


2 - (Matinhos 2011) Observe as palavras sublinhadas na frase: “Por isso, ele suspendeu a compra de ratos e começou a buscar alternativas para prevenir a transmissão de doenças”. O significado da frase NÃO será alterado se as palavras destacadas forem substituídas, respectivamente, por:
a) elevou – desestimular.
*b) interrompeu – impedir.
c) sustou – acompanhar.
d) levantou – evitar.
e) parou – documentar




3 - (Matinhos 2011) “Hoje seria muito estranho se isso acontecesse, mas, no início do século 20, a compra e a venda de ratinhos de rua era moda no Rio de Janeiro”. A palavra grifada na frase poderia ser substituída, SEM alteração do sentido, por:

*a) no entanto.
b) assim.
c) porque.
d) consequentemente.
e) uma vez que.

4. (Guaraciaba 2014) Em “Debruçada sobre um amarrotado pedaço de papel.” A palavra em destaque
significa:
a) Concentrar-se em algo. 
b) Com ira.
xc) Inclinar o corpo para baixo. 
d) Com emoção e medo.


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Atividades de Português sobre Singular e Plural.


1 - O plural de “surdo-mudo” é:
a) Surdos-mudos. x
b) Surdo-mudos.
c) Surdos-mudo.
d) Surdo-mudoses.

2 - O plural de “mal educado” é:
a) Males educados.
b) Mal educados. x
c) Males educado.
d) Maus educados

3. Aponte a alternativa em que o plural dos substantivos compostos está incorreto:
a) Guardas-civis.
b) Salários-família.
c) Cabra-cegas. x
d) Beija-flores.



Atividades de Português sobre Verbos


01. - (Pref. Balsa Nova 2012 UFPR)  Considere as seguintes orações:
• Procure mencionar numa única frase...
• Mencione as principais tarefas...
Os verbos empregados nessas orações:
a) orientam os funcionários quanto a procedimentos a serem seguidos.
b) mostram aos funcionários os procedimentos já realizados no local.
c) apresentam regras rigorosas que não podem ser alteradas.
d) expõem ações indesejadas para o trabalho dos futuros funcionários.
e) sugerem aos funcionários que reformulem as regras do local.


02. (UFPR Prefeitura de Tamadaré)  - “Com faixas e cartazes, os manifestantes causaram tumulto no trânsito em vias como Eusébio Matoso, Brigadeiro
Faria Lima, marginal Pinheiros e Morumbi”.
Nessa frase, o verbo “causaram” faz concordância com:
a) manifestantes.
b) vias.
c) faixas e cartazes.
d) trânsito.
e) tumulto


03 - (PROGEPE 2013 UFPR) “... alegou que usara ‘satanás’ como sinônimo de ‘adversário’”.
O verbo grifado poderia ser adequadamente substituído por:
a) estava usando.
b) usará.
c) vai usar.
d) poderia usar.
e) tinha usado.


Atividades de Português sobre Formação das Palavras



1. (CASAN 2013) Assinale a alternativa correta.

As palavras descartáveis, desabastecidos e anticonvulsivante são formadas pelo processo de:
a. ( ) derivação sufixal.
b. ( X ) derivação prefixal.
c. ( ) derivação imprópria.
d. ( ) composição por aglutinação.
e. ( ) composição por justaposição.


2. O substantivo soalheira apresenta:
xa) Um hiato e um ditongo oral decrescente.
b) Dois ditongos, um oral crescente e um oral decrescente.
c) Dois hiatos.
d) Um hiato e um ditongo oral crescente

3. Assinale a alternativa que contém ditongo.
xa)Pai 
b) alianças 
c)saí 
d) doer


Atividades de Português sobre maiúscula



1. (Bombinhas 2015) Assinale a frase em que a inicial maiúscula está corretamente empregada.
a. ( X ) Natal e Páscoa são festas cristãs.
b. ( ) Percorri o país de Norte a Sul.
c. ( ) Na Segunda- feira sairá o resultado do concurso.
d. ( ) Na Primavera e no Verão os dias são mais bonitos.
e. ( ) Nos meses de Janeiro e Fevereiro temos férias escolares.


2. (Tijucas 2012/FEPESE) Assinale a frase correta quanto ao emprego de maiúsculas.
a. ( ) Moro na rua luís de souza.
b. ( ) Eu amo esta Terra onde nasci.
c. ( ) Na páscoa e no natal visito minha família.
d. ( ) Vou à praia toda Sexta-Feira de Janeiro.

e. ( X ) Gosto de ler o jornal Diário Catarinense.

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Modelo de Prova de Literatura para 1º ano Ensino Médio

Prova de literatura 1 ano Ensino Médio


ALUNO:______________________ Turma: _______ Nº ________


1- De acordo com os textos abaixo, identifique os seguintes elementos da comunicação:
“ Mary saiu cedo para o trabalho e deixou , na porta da geladeira, um bilhete para sua filha Suzy:
I Love you, darling!’.
a. Emissor:
b. Mensagem:
c. Receptor:
d. Canal:
e. Código:

2- Classifique as frases abaixo de acordo com o linguagem empregada: Língua culta, Língua coloquial e Gíria:
a) Tô grilado.
b) Tô preocupado.
c) Estou preocupado.
d) Eu não vi ela hoje.
e) Deixe-me ver isso!

3- Marque com um X a opção que indica exemplos de linguagem não-verbal (0,5 ponto):
a) sinais de trânsito e uma conversa informal entre alunos e professores.
b­) cores das bandeiras e dos semáforos.
c) cantigas infantis.

4- Leia as frases (1,0 ponto):
I- Uma andorinha só não faz verão
II- Nem tudo que reluz é ouro
III- Quem semeia ventos, colhe tempestades
IV- Quem não tem cão caça com gato.
As idéias centrais dos provérbios acima são, na ordem (marque um X na opção correta):
a) I- solidariedade, II- aparência, III- vingança e IV- dissimulação.
b) I- cooperação, II- aparência, III- punição e IV- adaptação.
c) I- egoísmo, II- ambição, III- vingança e IV- falsificação.
d) I- cooperação, II- ambição, III- conseqüência e IV- dissimulação.
e) I- solidão, II- prudência, III- punição e IV- adaptação.

5- Soneto é um texto em poesia caracterizado por (0,5 ponto):
a) Dois quartetos e dois tercetos.
b) Um terceto e um monólogo.
c) Um monólogo e dois quintetos.
d) Dois Monólogos e dois Quartetos.
e) Dois tercetos e dois quintetos.

6- Leia o texto abaixo e responda (0,5 ponto):
A um passarinho
Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
(Vinícius de Moraes)
A que gênero literário pertence o texto?
a) lírico
b) épico
c) narrativo
d) dramático

Prova de literatura 1 ano Ensino Médio
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Prova de literatura para 1ª ano do Ensino Médio, classificação da linguagem, linguagem verbal e não-verbal, soneto e gênero literário. Modelo para, aulas, atividades, exercícios, avaliação, testes, provas e simulados.

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João 3 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.