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15 Questões de Língua Portuguesa de Concurso Público

15 Questões de Língua Portuguesa de Concurso Público

LÍNGUA PORTUGUESA (AOCP/2015/Guararapes)

Medo de ser feliz 

De onde vem a sensação de que a nossa felicidade pode ser destruída a qualquer momento? IVAN MARTINS Por uma razão ou outra, a gente vive com medo. A sensação de que as coisas podem repentinamente dar errado faz parte da nossa essência, eu acho. Alguns a têm mais forte; outros, mais fraca. Mas a ansiedade essencial em relação ao futuro está lá, em todos nós – mesmo quando estamos apaixonados e contentes. Ou, sobretudo, quando apaixonados e contentes. [...] 

Já vi pessoas ficarem com tanto medo do futuro que detonam o presente. É uma espécie de pânico em câmera lenta. O sentimento de desastre iminente é tão forte, a sensação de insegurança é tão grande, que a pessoa conclui (mesmo que seja de maneira inconsciente) que é melhor chutar logo o pau da barraca e sair correndo, em qualquer direção – deixando para trás o relacionamento, o emprego, o futuro e tudo o mais que estava dando certo e por isso mesmo parecia estar sob ameaça. É uma piração, claro, mas gente normal faz essas coisas todos os dias. 

Existe uma coisa chamada medo de ser feliz. Não estou falando daquele clichê sobre as pessoas terem medo de se entregar ao sentimento do amor e por isso não darem bola ao que sentimos por ela. Em geral, essa situação esconde um equívoco: a pessoa em questão não sente nada relevante por nós, mas preferimos acreditar que ela tem “medo de amar”. É uma ficção que protege a nossa auto-estima e rende uma boa história para contar aos amigos. Mas quase nunca é verdade. 

Existem, porém, pessoas tocadas por dores tão intensas, por experiências tão sofridas, que não conseguem evitar a sensação de que tudo de mau vai se repetir, de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde. Esse sentimento é ainda mais forte quando tudo vai bem e existe algo importante a ser perdido. Apaixonada e feliz, a pessoa começa a ser perseguida por seus medos: 

Sonha que vai ser abandonada, imagina que algo de errado vai acontecer com a pessoa que ama, sente, de maneira inexplicável, que aquilo de bom que ela tem está sob ameaça, e que não vai durar. 

Esse é o medo causado pela felicidade. 

Em alguns, ele está à flor da pele. Em outros, esconde-se sob outros sentimentos e se manifesta de forma subterrânea. Mas, como eu disse no início, acho que ninguém está livre da sensação secreta de desastre. Todos têm traumas. Todos passaram por momentos difíceis na infância, quando não éramos capazes de entender e de nos proteger. Muitos de nós, menos afortunados, sofreram perdas terríveis, precoces, que deixaram uma profunda sensação de desamparo. Essas coisas provocam marcas que se refletem na forma como lidamos com o amor e com a sensação de felicidade. Alguns, de forma leve e otimista. Outros, de maneira pesada e pessimista. É um traço de personalidade, uma consequência da história de cada um. A gente ama como vive, cada um à sua maneira. 

Isso não quer dizer que as coisas não mudem e não possam se tornar melhores e mais fáceis. 

A gente se acostuma com tudo, até com a sensação de felicidade. No início ela nos apavora e desperta todos os medos e pressentimentos. Depois, a gente vai se habituando. Percebe que o Fulano não vai sumir de uma hora para outra. Que as pessoas no trabalho não nos acham uma fraude. Que a família, os amigos, as relações sociais que construímos são sólidas e não irão desmoronar de uma hora para outra. 

Com o tempo, enfim, a gente relaxa e a maldita sensação de precariedade enfraquece. De alguma forma, a gente se acostuma a estar feliz e a se sentir seguro. Amado também, o que é muito, muito importante. Em algum momento, a gente começa a desfrutar da nossa existência e os medos recuam para segundo ou terceiro plano. Então um dia, numa manhã qualquer, diante da cafeteira fumegante, a gente talvez seja capaz de perceber – quem diria – que não está com tanto medo assim de ser feliz. Grande dia esse na história da nossa vida. 

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2014/07/medo-de-bser-felizb.html 


1. Em relação ao período “A sensação de que as coisas podem repentinamente dar errado faz parte da nossa essência, eu acho.”, a expressão em destaque demonstra 

(A) uma certeza científica em relação ao que o autor afirma anteriormente. 

(B) que várias pessoas compartilham da mesma opinião do autor em relação ao que foi dito anteriormente. 

(C) que o autor não concorda com a afirmação feita anteriormente. 

(D) que a afirmação anterior é uma consideração do autor. (E) que o autor encontrou algo que tinha perdido anteriormente. 


2. De acordo com o texto, é correto afirmar que, EXCETO

 (A) não é conhecido exatamente o motivo pelo qual nós vivemos com medo. 

(B) a sensação de que as coisas podem de repente dar errado é comum a todos, o que muda é seu grau de intensidade. 

(C) a ansiedade essencial em relação ao futuro, independente dos sentimentos que nos acompanham, é comum a todos. 

(D) o medo do futuro leva algumas pessoas a destruir o momento que estão vivenciando. 

(E) o medo do futuro tem relação com a nossa mínima sensação de insegurança referente ao que irá acontecer. 


3. Em “... a pessoa conclui (mesmo que seja de maneira inconsciente) que é melhor chutar logo o pau da barraca e sair correndo...”, os parênteses foram utilizados para intercalar 

(A) uma reflexão concessiva do autor em relação ao que ele afirma. 

(B) uma reflexão explicativa do autor em relação ao que ele afirma. 

(C) uma nota emocional expressa de forma interrogativa. 

(D) uma oração que possui um verbo declarativo. 

(E) uma reflexão comparativa do autor em relação ao que ele afirma. 


4.Em “É uma piração...”, são sinônimos do termo destacado, EXCETO 

(A) maluquice. 

(B) lucidez. 

(C) doidice. 

(D) loucura. 

(E) doideira


5. Assinale a alternativa em que o termo destacado é um pronome relativo.

(A) “Sonha que vai ser abandonada.”.

(B) “É uma ficção que protege a nossa auto-estima.”.

(C) “... a pessoa conclui [...] que é melhor chutar logo o pau da barraca...”.

(D) “Percebe que o Fulano não vai sumir de uma hora para outra.”

(E) “Isso não quer dizer que as coisas não mudem...”.


6. Sobre a oração “Alguns a têm mais forte...”, écorreto afirmar que

(A) não há sujeito na oração.

(B) não existe concordância entre o verbo “têm” e o sujeito da oração, porque “ter” é um verbo

impessoal.

(C) o acento no verbo “têm” é marca de singular.

(D) “Alguns” é um termo acessório da oração.

(E) o verbo “têm” apresenta acento diferencial de plural para concordar com “Alguns”.


7. Em “Esse é o medo causado pela felicidade.”, o termo destacado

(A) retoma o que está expresso no parágrafo anterior.

(B) tem função de predicado da oração.

(C) introduz o que virá no parágrafo posterior.

(D) é um termo acessório da oração.

(E) está grafado incorretamente.


8. Em “a pessoa em questão não sente nada relevante por nós, mas preferimos acreditar

que ela tem ‘medo de amar’.”, o termo destacado NÃO pode ser substituído por

(A) contudo.

(B) porém.

(C) portanto.

(D) entretanto.

(E) todavia


9. Em “Em alguns, ele está à flor da pele.”, o uso da crase justifica-se

(A) para atender a regência do verbo “estar”.

(B) para atender a regência do nome “pele”.

(C) por tratar-se de uma locução conjuntiva de base feminina.

(D) por tratar-se de uma locução cristalizada de base feminina.

(E) para atender à regência do nome “flor”


10. Em “... uma boa história para contar aos amigos.”, a expressão destacada é

(A) adjunto adverbial.

(B) objeto direto.

(C) predicativo do objeto.

(D) objeto indireto.

(E) agente da passiva.


11. “Desastre Iminente” é aquele que

(A) está acontecendo.

(B) ameaça acontecer em breve.

(C) já aconteceu.

(D) acontecerá em um futuro muito distante.

(E) tem data e tempo, exatamente marcados, para acontecer.


12. Assinale a alternativa correta em relação à ortografia dos pares.

(A) Sólida – solidez.

(B) Detonar – detonasão.

(C) Iminente – iminênscia.

(D) Intensão – intensional.

(E) Ansiedade – ansiozo.


13. “Sonha que vai ser abandonada.” é um período

(A) que apresenta sujeito simples.

(B) que apresenta sujeito composto.

(C) sem sujeito.

(D) que apresenta sujeito indeterminado.

(E) em que o sujeito está oculto.


14. Em “Esse sentimento é ainda mais forte quando tudo vai bem...”, a oração destacada

estabelece, no período, uma relação de

(A) finalidade.

(B) causa.

(C) tempo.

(D) consequência.

(E) concessão.


15. Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa correta.

(A) Fazem três meses que não a vejo.

(B) Havia muitas manifestações favoráveis ao movimento.

(C) Fazem quatro anos que entrei na faculdade.

(D) Haviam milhares de pessoas no comício.

(E) É quarenta minutos de viagem de Jaboatão a

Recife.

15 Questões de Língua Portuguesa de Concurso Público


Gabarito das questões

1.D 

2.E 

3.A 

4.B 

5.B 

6.E 

7.A 

8.C 

9.D 

10.D 

11.B 

12.A 

13.E 

14.C 

15.B


Por Blog Caderno de Educação


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