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Da República Marcus Tullius Cicero


Título:    Da República

Autor:    Marcus Tullius Cicero   Listar as obras deste autor

Categoria:    Filosofia

Idioma:    Português


Da República Marcus Tullius Cicero





Marco Túlio Cícero (106–43 a.C.; em latim: Marcus Tullius Cicero, em grego clássico: Κικέρων; transl.: Kikerōn) foi um advogado, político, escritor, orador e filósofo da gens Túlia da República Romana eleito cônsul em 63 a.C. com Caio Antônio Híbrida. (Wikipedia)

ÍNDICE

APRESENTAÇÃO

BIOGRAFIA DO AUTOR

LIVRO PRIMEIRO

LIVRO SEGUNDO

LIVRO TERCEIRO

LIVRO QUARTO

LIVRO QUINTO

LIVRO SEXTO

NOTAS



APRESENTAÇÃO

Nélson Jahr Garcia

Cícero erigiu um dos mais importantes pilares do pensamento romano de sua época. Suas concepções

filosóficas, morais, jurídicas e religiosas foram muito respeitadas por seus contemporâneos e o são até

nossos dias.

Em "Da República" defende, como sistema político ideal, um modelo misto de aristocracia e de

governo popular. Fundamentando suas idéias, analisa e discute, sob a forma de diálogo, as características

do verdadeiro homem público, igualdade de direitos, injustiça, tirania, o culto da família e do lar

doméstico, a dissolução dos costumes gregos e romanos.

O ponto alto encontra-se no Livro Sexto, que durante anos foi o único texto conhecido, sob o nome de

O Sonho de Cipião ("Somnium Scipionis"). Nesse Livro, em estilo elegante e espiritualista defende,

essencialmente, o dogma da existência de Deus e da imortalidade da alma.

É uma obra-prima.

BIOGRAFIA DO AUTOR

arco Túlio Cícero nasceu em Arpino, no ano 106 a. C. Sua mãe, Hélvia, pertencia a uma

família humilde, mas de boa reputação. Quanto a seu pai, divergem as opiniões dos biógrafos,

pretendendo uns que ele tenha nascido na loja de um pisoeiro que o educou, e outros fazendo-o

descender de Tulo Átio, que combatera valorosamente contra os romanos.

O nome de Cícero tem uma origem pitoresca: em latim, cicer significa "grão-de-bico", e assim fora

apelidado um seu antepassado em virtude de ter no nariz uma protuberância cuja forma lembrava a do

gravanço. A esse respeito, respondeu Cícero, quando já homem público, aos amigos que o aconselharam

a mudar de nome: "Farei tudo para tornar o nome de Cícero mais célebre que o de Escauro e o de

Catulo." Com efeito, Scaurus e Catulus, nomes de oradores famosos, não têm, em latim, significados

menos jocosos: "pé torto" e "cachorrinho". - Mais tarde, quando questor na Sicília, Cícero mandou

gravar, num vaso de prata que iria oferecer aos deuses, os seus dois primeiros nomes, Marcus Tullius, e,

no lugar do terceiro, um "grão-de-bico".

Dotado de excepcionais qualidades literárias e filosóficas, Cícero cultivou todos os gêneros de

atividade intelectual, inclusive a poesia, tendo composto, ainda criança, um poema intitulado Pontius

Glaucus, no qual descreve a aventura de um pescador da Beócia que, depois de ter comido certa erva, se

atirou ao mar transformando-se em deus marinho. Aperfeiçoou de tal maneira a sua cultura e tão notável

se revelou a sua eloquência que chegou a ser considerado, não só como o melhor orador, mas ainda como

um dos melhores poetas do seu tempo; e note-se que, entre os príncipes da poesia latina, fulguravam

nomes como os de Catulo e de Lucrécio.

O primeiro professor de Cícero, logo que terminou os primeiros estudos, foi Filão, o acadêmico, cuja

eloquência e cujo caráter eram legitimo motivo de orgulho dos romanos. Ao mesmo tempo, freqüentava

Cícero a casa de Múcio Cévola, senador ilustre, em cujo convívio adquiriu um profundo conhecimento

das leis. Manteve, igualmente, estreitas relações com os sábios gregos de sua época, com os quais pode

aumentar e enriquecer o seu já precioso cabedal científico.

Depois da morte de Sila, sob cujo governo o jovem Cícero já tinha alcançado um grande renome,

decidiu ele abraçar a carreira administrativa. Nomeado questor da Sicília, acabou por merecer do povo

tão grandes provas de gratidão como nenhum outro magistrado romano recebera até então. Em toda a

Itália, o seu nome se tornou conhecido e venerado. Mas, a sua popularidade culminou quando ele,

insurgindo-se contra os desmandos de Verres, que fora pretor na Sicília, produziu os formidáveis

discursos que se imortalizaram sob o nome de Verrinas.

Admirado e estimado, possuía amigos por toda parte, não havendo lugar na Itália em que não fossem

numerosos. Contudo, a sua vaidade e, sobretudo, as frases irônicas e mordazes de que freqüentemente

usava para ferir os que ousavam fazer-lhe sombra, acarretaram-lhe uma reputação de malignidade. De

espírito fino e de um sarcasmo impiedoso, para tudo encontrava Cícero uma saída ou uma resposta:

Irritado com Munácio, porque este, cuja absolvição ele conseguira, demandava contra Sabino, um dos

seus amigos, disse-lhe Cícero: - "Estás mesmo pensando, Munácio, que foste absolvido graças à tua

inocência, e não à minha eloqüência, que ofuscou a luz aos olhos dos juizes?" Como Marco Crasso lhe

manifestasse sua estranheza diante de uma censura, quando pouco tempo antes havia sido por ele

elogiado, Cícero respondeu-lhe:

- "Sim, eu quis experimentar o meu talento num motivo ingrato." Mais tarde, esse mesmo Crasso,

querendo reconciliar-se com Cícero, avisou-o de que iria cear com ele; e, algum tempo depois, como

alguém lhe comunicasse que Vatínio, com quem ele também brigara, desejava fazer as pazes, disse

Cícero: - "Vatinio também quer cear comigo?" Ao verificar, um dia, que era falsa a notícia que correra da

morte de Vatínio, exclamou: - "Maldito quem mentiu tão inoportunamente!" A um rapaz que o ameaçava

de cobri-lo de injúrias e que, pouco antes, fora acusado de ter envenenado o próprio pai com um bolo,

disse Cícero: - "Prefiro tuas injúrias ao teu bolo." A um certo Públio Cota, que se tinha na conta de

jurisconsulto, embora ignorante das leis e medíocre, retrucou Cícero, quando aquele, interrogado como

testemunha num processo, lhe respondera que não sabia nada: - "Julgas que te interrogo sobre o direito?"

Como Metelo Nepote, numa discussão acalorada, perguntasse insistentemente a Cícero quem era seu pai,

teve esta resposta: "- Graças à tua mãe, encontras mais dificuldade do que eu para responder a essa

pergunta." Ao ouvir Marco Ápio dizer, numa defesa, que o amigo que ele defendia lhe recomendara

muita exatidão, raciocínio e boa fé, interrompeu-o Cícero: - "E como tens coragem de não fazer nada do

que o teu amigo te pediu?" Tendo Verres, cujo filho adolescente era tido como homossexual, chamado

Cícero de efeminado, este respondeu-lhe: - "É uma censura que deves fazer ao teu filho, com as portas

fechadas."

Outras vezes, suas frases eram cheias de humorismo, como quando perguntou a Domício, ao cogitar

este de dar a um homem pouco inclinado à guerra, cuja honestidade entretanto admirava, um posto

qualquer de importância: - "Porque não o destinas para educar os teus filhos?" Ou quando, na Espanha,

onde combatia ao lado de Pompeu. retrucou a um certo Márcio, que, recém-chegado da Itália, dissera que

em Roma corria o boato de que Pompeu estava sitiado: - "E embarcaste, então, só para vires te certificar

disso com teus próprios olhos?"

Como cônsul, o maior triunfo político obtido por Cícero foi a repressão fulminante da conspiração de

Catilina, cujos partidários ele mandou prender e, em seguida, fez executar em sua presença e na de todo o

povo. As suas famosas Catilinárias, pronunciadas no senado, valeram-lhe o título de "pai da pátria".

Cícero era, então, o homem mais querido e de maior autoridade em Roma.

A sua estrela só principiou a empalidecer quando encontrou diante de si, enérgica e impetuosa, a

figura de César, futuro ditador. Tendo procedido ingratamente para com Clódio, homem de grande

influência a quem devia grande parte de sua força, Cícero acabou perdendo totalmente o seu prestígio:

duramente combatido pela aliança de César com Clódio, humilhou-se e, depois de uma série de

perseguições, foi exilado. Mas, embora abandonado pelos grandes vultos romanos e mesmo por muitos

dos seus velhos amigos, não deixou Cícero de receber, no exílio, testemunhos eloqüentes de estima e

admiração. Em Dirráquio, onde esteve de passagem, foi visitado por grande número de pessoas que, em

nome das cidades gregas, iam prestar-lhe homenagem. Por fim, como Clódio se incompatibilizasse com

o povo pelas arbitrariedades que praticara, Cícero foi de novo chamado à Itália, tendo sido recebido com

grandes manifestações de alegria, depois de ter passado dezessete meses fora do país. Clódio, algum

tempo mais tarde, morreu assassinado, e Cícero foi o defensor do assassino, não tendo, porém,

conseguido a sua absolvição. Foi nessa ocasião que se indispôs com Catão, por ter este reprovado

asperamente a sua atitude. Todavia, como governador da Cilícia, que lhe coubera por sorte na partilha

que fora feita das províncias, a sua excelente administração e, sobretudo, uma vitória militar alcançada

sobre os bandidos que assolavam a montanha de Amano, nos limites com a Síria, puderam reabilitá-lo e

fazê-lo subir tão alto no conceito dos seus soldados e concidadãos, que lhe foi dado o título de imperator

e, em Roma, se fizeram preces públicas para agradecer aos deuses o seu esplêndido triunfo.

De regresso da Cilícia, esteve Cícero em Rodes e em Atenas, onde visitou os vultos, mais eminentes

da época e recebeu dos gregos grandes provas de veneração. Chegando a Roma, Cícero encontrou uma

situação extremamente grave, minada pelo dissídio entre César e Pompeu. Cheio de ambição e sem saber

que partido tomar para satisfazê-la, colocou-se a princípio ao lado de Pompeu, para logo depois,

aconselhado por Catão, passar a fazer o jogo de César. Catão, no entanto, não podia fazer o mesmo, por

achar que não devia abandonar a causa que abraçara desde o início de sua carreira política. Cícero fez,

mais tarde, o elogio de Catão, e César, na resposta que lhe deu, não deixou de louvar-lhe a eloqüência e

os serviços prestados à pátria. O discurso de Cícero intitula-se Catão, e o de César AntiCatão.

Conta. Plutarco que, tendo Cícero se encarregado da defesa de Quinto Ligário, acusado de ter pegado

em armas contra César, disse este aos seus. amigos: - "Que impede que deixemos Cícero falar? Há muito

tempo que o ouvimos. Quanto ao seu cliente, é um homem mau e meu inimigo: está julgado." No

entanto, a defesa feita por Cícero foi tão brilhante que perturbou o próprio César, fazendo-o tremer de

emoção, e Ligário foi absolvido.

Instaurada a autocracia de César, retirou-se Cícero da vida pública, passando a ensinar filosofia no seu

retiro de Túsculo e só raramente indo a Roma para prestar homenagens ao ditador. Era seu projeto,

igualmente, escrever uma história da Itália, mas os múltiplos afazeres e as preocupações domésticas que

se seguiram ao seu divórcio, impediram-lhe a realização desse desejo. Separando-se de Terência, sua

mulher, casou-se em seguida com Publília, jovem cuja beleza e fortuna o seduziram. Pouco tempo

depois, desgostoso com a morte de sua filha Túlia, acabou repudiando a nova mulher, sob o pretexto de

que esta se alegrara com o triste acontecimento.

Embora amigo de Bruto, Cícero não participou da conspiração contra César. Morto o ditador,

Antônio, que era cônsul, tratou logo de fortificar o seu poder e moveu contra Cícero uma campanha

terrível, sobretudo quando este, cheio de ambição, principiou a conspirar com o jovem César Otávio para

chegar ao governo. Foi, porém, traído por Otávio, que acabou constituindo um triunvirato com Antônio e

Lépido, e os três, de comum acordo, partilharam o império entre si.

Inteiramente abandonado, Cícero e seu irmão Quinto deixaram Túsculo, onde se encontravam em

repouso, e partiram para Ástira, com o fim de embarcarem, depois, para a Macedônia e se colocarem ao

lado de Bruto, cujas forças, segundo corria, tinham aumentado consideravelmente. Em meio da viagem,

porém, desesperançados e sem provisões, resolveram separar-se, devendo Cícero continuar a viagem e

Quinto correr à sua casa em busca do necessário. Alguns dias mais tarde, Quinto, pilhado por seus

perseguidores, foi morto ao mesmo tempo que seu filho, depois de uma discussão comovente entre

ambos, cada qual desejando ser o primeiro a morrer: os carrascos não esperaram que chegassem a um

acordo e, separando-os, os degolaram.

Em Ástira, Cícero, encontrando um navio, embarcou e foi até Círceu, mas aí, mudando totalmente de

resolução, quis voltar a Roma, onde esperava contar com a benevolência de Otávio. Caminhou a pé

alguns quilômetros e, sempre hesitante, tornou ao ponto de onde partira e regressou a Ástira,

dirigindo-se, no dia seguinte, para Caieta (hoje, Gaeta), onde possuía um domínio. A sua aflição era

enorme e, para tirá-lo da situação penosa em que se achava, os seus criados resolveram levá-lo numa

liteira em direção ao mar. Foi quando, a meio caminho, chegaram os seus assassinos, Herênio e Popílio, e

o degolaram, tendo o próprio Cícero estendido corajosamente a cabeça, ao mesmo tempo que

pronunciava estas palavras: Moriar in patria soepe servata "Morra eu na pátria que tantas vezes salvei")

Morreu no ano 43 a. C., aos sessenta e três anos de idade. Entre as suas principais obras filosóficas,

contam-se as seguintes: De Re Publica, De Officiis, Cato Major, Loelius Seu De Amititia, De Finibus

Bonorum et Malorum, Paradoxa Stoicorum, Tusculunarum Quoestionum De Natura Deorum, De

Divinatione, etc. E entre os seus discursos: In Catilinam, Pro Q. Gallio, Pro A. Cluentio Avito, Pro Lege

Manilia, Pro A.Coecina, In Verrem, In Q Coecilium, Pro Scamandro, Pro C. Mustio, Pro P. Quinctio, Pro

Q. Roscio, Pro Murena, Post Reditum ad Quirites, Pro L. Cornelilo Balbo, In L. Pisonem, Pro C. Rabirio

Posthumo, Pro Q Ligario, Pro Rege Dejotaro, Pro T. Annio Milone, Pro M. Marcello, Pro C. Plaucio, De

Provinciis Consularibus, Pro M. Coelio Rufo, Pro Domo Sua, ad Pontifices, Pro P. Sextio, etc.





NOTAS

(1) Foi graças a um estratagema imaginado por Duílio que os romanos alcançaram a. sua primeira vitória

naval sobre os cartagineses. Com efeito, munidos os navios romanos do pontes guarnecidas de arpões

que se prendiam às galeras de Cartago, travou-se sobre o mar uma verdadeira batalha campal, saindo

Roma vitoriosa. Para celebrar o triunfo de Duílio, ergueu-se a famosa rostrata columna (coluna rostral).

(2) Atílio Régulo, tendo caído em poder dos cartagineses, foi por estes enviado a Roma, afim de propor

ao Senado uma troca de prisioneiros. Evitou, porém que o Senado aceitasse a proposta e, mau grado as

súplicas de sua mulher Mância e dos seus filhos, voltou a Cartago e foi supliciado.

(3) Cônsul romano no ano 251 a. C., vencedor dos cartagineses na Sicília.

(4) Quinto Fábio Máximo, cognominado o Cunctator (o Contemporizador), soube, com sua tática

prudente, sustar os progressos de Aníbal.

(5) Marco Cláudio Marcelo, que, durante a segunda guerra púnica, tomou Siracusa.

(6) Públio Cornélio Cipião, o Africano, que se distinguiu na segunda guerra púnica e venceu Anibal em

Zama. Seu irmão Cipião Emiliano, que foi o segundo de nome Africano, foi o destruidor de Cartago no

ano 146 a. C.

(7) Catão-o-Antigo ou o Censor, célebre pela austeridade dos seus princípios e ao qual se atribui a frase

famosa: Delenda Cartago! (Destrua-se Cartago!").

(8) Antiga cidade do Lácio.

(9) Filósofo grego, discípulo de Platão, cujas doutrinas se esforçou por conciliar com as de Pitágoras.

(10) Um dos mais antigos poetas latinos, grego de nascimento (240-169 a C.)

(11) General ateniense, vencedor dos persas na batalha de Maratona.

(12) General ateniense, adversário de Aristides. Acusado de peculato, foi exilado e retirou-se para a

Pérsia, onde morreu.

(13) Tribuno e ditador romano, que mereceu, pelos seus serviços, o título de segundo fundador de Roma.

(14) Servílio Aala, que matou Espúrio Mélio.

(15) Cipião Nasica, primo do primeiro Africano, inimigo implacável de Tibério Graco.

(16) Um dos membros da família Popólia.

(17) Opímio Nepote, cônsul que provocou a morte de Caio Graco.

(18) Caio Mário, cônsul romano, vencedor dos Cimbros, rival de Sila.

(19) Cônsul. ao tempo de Sila, reputado o mais virtuoso do seu século.

(20) Cônsul romano.

(21) idem.

(22) Paulo Cornélio Cipião, pai do Africano.

(23) Sobrinho de Cipião Africano.

(24) Personagem desconhecida.

(25) Famoso filósofo grego, cujas doutrinas Platão expõe nos Diálogos Acusado de corromper a

juventude, Sócrates foi condenado a beber cicuta.

(26) grande filósofo da Grécia, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles.

(27) Filósofo e matemático grego, de existência problemática. É tido como o fundador da seita dos

pitagóricos.

(28) Filósofo pitagórico.

(29) De Tarento.

(30) Filósofo pitagórico, ao qual Platão dedica um dos seus Diálogos.

(31) Filósofo pitagórico do século V.

(32) Da família de Camilo, o ditador famoso que salvou Roma da invasão gaulesa.

(33) Arquiteto e orador ateniense, contemporâneo de Demétrio de Falero.

(34) Lélio-o-Sábio, amigo do segundo Cipião Africano.

(35) General romano, vencedor de Corinto.

(36) Idem.

(37) Múcio Quinto Cévola (o Canhoto) foi o jovem romano que, depois de se ter introduzido no

acampamento de Porsena para matá-lo - e tendo assassinado o secretário do rei julgando que se tratasse

de Porsena, foi conduzido à presença deste e, então, como para castigar o seu engano, queimou a mão

direita em um braseiro.

(38) Autor de um poema sobre astronomia, -

(39) Astrônomo.

(40) Ilustre geômetra da antigüidade, nascido em Siracusa..

(41) Filósofo grego da escola jônica, autor de uma Cosmologia.

(42) Astrônomo grego, a quem se atribui a invenção do quadrante solar horizontal.

(43) Poeta e astrônomo grego, autor de um poema célebre sobre os Fenômenos.

(44) Pai de Filão.

(45) Célebre orador e estadista ateniense.

(46) Filósofo grego, considerado como o fundador do teísmo filosófico.

(47) Lendário fundador e primeiro rei de Roma.

(48) Tirano de Siracusa, que expulsou os cartagineses da Sicília.

(49) Tarqüínio Sexto, filho de Tarqüínio-o-Soberbo.

(50) Tragédia de Eurípides.

(51) Herói lendário, que se distinguiu na guerra de Tróia.

(52) Poeta dramático latino, contemporâneo de Cipião Africano.

(53) Filho de Áquilos.

(54) Cônsul romano, morto na batalha de Canas. Seu filho Paulo Emílio, o Macedônio, também cônsul,

foi o vencedor dos persas em Pidna e um dos chefes do partido aristocrático em Roma.

(55) Sobrenome do segundo Cipião Africano.

(56) Político romano, que foi triúnviro com Pompeu e César.

(57) Político romano.

(58) Cônsul romano.

(59) Célebre historiador grego, mestre de Cipião Africano.

(60) Fundador do império persa, notável por sua bravura e magnanimidade.

(61) Tribunal supremo de Atenas, composto de 31 membros, encarregado de julgar as causas criminais

mais importantes.

(62) Tirano de Agrigento, famoso por sua extrema crueldade.

(63) Os Trinta Tiranos formaram o conselho oligárquico que os espartanos impuseram aos atenienses

depois da vitória de Lisandro.

(64) Júpiter, pai e soberano dos deuses na religião dos romanos e dos gregos, era chamado, segundo os

seus diversos atributos: Júpiter Ótimo, Júpiter Tonante, Júpiter Maximo, etc.

(65) Montanha entre a Tessália e a Macedônia, onde, segundo a mitologia, residiam os deuses.

(66) Célebre poeta grego, autor da Ilíada e da Odisséia.

(67) Antiga cidade marítima da Itália, onde Cícero possuía uma quinta.

(68) Tarqüínio Sexto, cujo ultraje a Lucrécia foi causa da queda da realeza em Roma.

(69) Tirano de Atenas, contemporâneo de Solão.

(70) Rei de Creta, sábio legislador.

(71) Personagem de existência problemática. Licurgo é dado, pela tradição, como o legislador da

Lacedemônia, também chamada Esparta.

(72) Os historiadores gregos atribuem a Teseu a organização da Ática e a legislação primitiva de Atenas

(73) Legislador de Atenas, cujas leis eram tão severas que se dizia terem sido escritas com sangue. Daí o

adjetivo draconiano, que se aplica a toda lei ou medida contra as liberdades públicas.

(74) Solão, ou Solon, celebrizou-se como legislador de Atenas. Foi um dos sete sábios da Grécia.

(75) Avô de Péricles, que instituiu em Atenas o governo democrático e a lei do ostracismo.

(76) Orador, estadista e historiador grego, que governou Atenas em nome do macedônio Cassandro.

(77) Porto e aldeia da Ática.

(78) Rio da Itália que banha Roma e desemboca no mar Tirreno.

(79) Irmão de Rômulo, primeiro rei de Roma, pelo qual foi morto.

(80) Rei de Alba Longa.

(81) A mais antiga cidade do Lácio, fundada por Enéias. Foi rival de Roma.

(82) Anco Márcio, neto de Numa Pompílio, foi o quarto rei de Roma. Fundou o porto de Óstia, na foz do

Tibre.

(83) Rei dos sabinos, que partilhou o poder com Rômulo.

(84) Aliado de Rômulo. Com o nome de Lucumão passaram os etruscos a designar os chefes de tribo e os

sacerdotes.

(85) Júlio Próculo, que, depois da morte de Rômulo, afirmou que este lhe tinha aparecido em forma de

divindade.

(86) Derivado de Quirino.

(87) Nome dado a Rômulo depois de sua morte.

(88) 0 mais célebre dos heróis da mitologia grega, filho de Júpiter e de Alemena.

(89) Segundo rei de Roma.

(90) Sétimo e último rei de Roma. Tendo governado com violência e arbítrio, foi destronado por Bruto e

Colatino.

(91) Terceiro rei de Roma, que submeteu os albanos e os sabinos.

(92) Neto de Numa Pompílio. Foi o quarto rei de Roma, tendo fundado o porto de Óstia.

(93) Pai de Tarqüínio Prisco. Nasceu em Corinto.

(94) Tirano de Corinto.

(95) Ticienses: isto é, os sabinos, de Tito Tácio, centúria de cavaleiros instituída por Rômulo. Ramnenses

ou Ramnos: isto é, os latinos, outra centúria. Lúceros ou lucerenses: isto é, os etruscos, também.

(96) Antigo poeta latino, cômico e épico.

(97) Sérvio Túlio, sexto rei de Roma.

(98) Templo dedicado a Júpiter e cidadela no monte Capitolino, onde os triunfadores eram coroados.

Perto do templo, estava a rocha Tarpéia, de onde eram precipitados os traidores. Daí provém a locução:

"Do Capitólio à rocha Tarpéia, não vai mais que um passo", o que significa que, muitas vezes, ao triunfo

pode seguir-se o opróbrio.

(99) Cidade da antiga Grécia, na qual havia um templo onde Apolo ditava oráculos pela boca de Pítia.

(100) Deus grego e romano dos oráculos, da medicina, da poesia, das artes, dos rebanhos, do dia e do sol

(nesta última qualidade, também chamado Febo).

(101) Dama romana que se matou por ter sido ultrajada por um filho de Tarqüínio-o-Soberbo. esse fato

deu origem ao estabelecimento da República em Roma

(102) Personagem pouco conhecida

(103) Lúcio Tarqüínio Colatino, neto de Tarqüínio Prisco e marido de Lucrécia. Foi, com Bruto, um dos

primeiros cônsules de Roma.

(104) Lúcio Júnio Bruto, principal autor da revolução que expulsou de Roma os Tarqüínios e instituiu a

República.

(105) Espúrio Cássio Vicelino, cônsul romano, promotor de uma lei agrária que lhe custou a vida.

(106) Marco Mânlio Capitolino, cônsul romano que salvou o Capitólio sitiado pelos gauleses e foi, mais

tarde, precipitado da rocha Tarpéia.

(107) Espúrio Mélio, cavaleiro romano que aspirou à realeza.

(108) Tibério Graco e seu irmão Caio, filhos de Cornélia, foram os autores das leis agrárias com as quais

desejavam pôr um fim à avidez da aristocracia romana, que se apoderara da maior parte das terras

conquistadas ao inimigo.

(109) P. Valério Volúsio Publícola, um dos fundadores da República romana tendo participado com

Bruto da expulsão dos Tarqüínios.

(110) Sacerdotes.

(111) A Lei das Doze Tábuas foi a primeira legislação escrita dos romanos. Assim foi chamada por ter

sido gravada em doze tábuas de bronze. Os decênviros, isto é, os dez magistrados nomeados depois do

estabelecimento da República em Roma com o fim de elaborar um código, foram os seus autores.

(112) Lúcio Valério Flaco, poeta latino.

(113) Senador romano.

(114) Um dos autores da lei que recebeu o seu nome: Lei Horácia.

(115) Tribunos do povo, cada qual tendo feito uma lei, que recebeu, por isso o nome de Lei Pórcia.

(116) Grande poeta latino, autor do poema De Natura Rerum.

(117) P. Laércio, da cidade de Laerte, foi o primeiro ditador de Roma.

(118) Cônsul romano.

(119) Idem.

(120) Rei de Esparta, que instituiu os éforos.

(121) Cônsul romano.

(122) O cônsul Atérnio, que promulgou a chamada Lei Atérnia.

(123) Autor da Lei Papíria.

(124) Dos Pinários, antiga família do Lácio.

(125) Isto é, os decênviros.

(126) Caio Canuleio, tribuno do povo.

(127) 0 mais célebre dos poetas latinos, autor da Eneida, das Geórgicas e das Bucólicas.

(128) Marco Cúrio Dentato, cônsul romano, vencedor de Pirro. incorruptível, dizia preferir impor a

própria vontade aos possuidores de ouro a possuí-lo ele próprio.

(129) Célebre filósofo grego, nascido na Macedônia. Foi discípulo de Platão e mestre de Alexandre.

(130) Filósofo estóico.

(131) Boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade

sob a forma de animal. Foi morto por Cambises.

(132) Rei da Pérsia, filho de Dario.

(133) Rei da Macedônia, pai de Alexandre.

(134) Filho de Filipe.

(135) Rei do Egito, morto por Hércules, a quem pretendeu imolar, seguindo assim o seu costume de

imolar aos deuses todos os estrangeiros que penetravam nos seus domínios.

(136) De Boco, rei da Mauritânia, que entregou aos romanos Jugurta, seu genro.

(137) Homem famoso por suas riquezas. Foi triúnviro com Pompeu e César.

(138) Filósofo e médico de Agrigento. Canta-se que se lançou na cratera do Etna para que não se

achassem os seus restos mortais o se julgasse que tinha subido aos céus. Mas, devorado pelo vulcão, as

suas sandálias foram devolvidas, ficando assim desvendado o seu orgulhoso suicídio.

(139) Povo de pastores, que habitava a Arcádia, região montanhosa da velha Grécia.

(140) De Numância, que foi destruída por Cipião Emiliano.

(141) Hostílio Mancino, cônsul romano, entregue aos numantinos por ter firmado com estes um tratado

de paz vergonhoso que o povo não quis ratificar.

(142) Célebre orador do tempo da República.

(143) 0 mais ilustre escultor da antigüidade, nascido em Atenas.

(144) Demagogo ateniense, a quem Aristófanes faz várias alusões cômicas.

(145) Filósofo e demagogo ateniense.

(146) Orador ateniense.

(147) Poeta cômico latino.

(148) Idem.

(149) Moribus antiquis res stat romana virisque (verso de Ênio).

(150) Rei da Numídia, aliado dos romanos.


Da República Marcus Tullius Cicero






Caderno de Educação

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João 3 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

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