Publicidade

A Princesa de Babilônia François-Marie Arouet (Voltaire)

Título:    A Volta ao Mundo em 80 Dias


Autor:    Júlio Verne  

Categoria:    Literatura

Idioma:    Português

A Princesa de Babilônia François-Marie Arouet (Voltaire)




ÍNDICE
APRESENTAÇÃO
BIOGRAFIA DO AUTOR
CAPÍTULO I
CAPÍTULO II
CAPÍTULO III
CAPÍTULO IV
CAPÍTULO V
CAPÍTULO VI
CAPÍTULO VII
CAPÍTULO VIII
CAPÍTULO IX
CAPÍTULO X
CAPÍTULO XI
NOTAS
A princesa de Babilônia
file:///C|/site/livros_gratis/a_princesa_de_babilonia.htm (1 of 46) [03/07/2001 15:50:06]
APRESENTAÇÃO
 "A princesa de Babilônia" é uma novela de leitura agradável, além de extremamente instrutiva.
 Voltaire apresenta, concomitantemente: amor ingênuo e puro, amor carnal, fidelidade e traição,
amizade, ódio, vingança, inveja, prazer e dor, guerras, mortes, ressurreição, afeição e respeito pelos
animais.
 O jovem herói Amazam se apaixona por Formosante, a princesa da Babilônia. Julgando-se traído
resolve correr o mundo e Formosante sai em busca dele para desfazer o equívoco e comprovar sua
fidelidade. É o recurso que Voltaire emprega para descrever os costumes e instituições de inúmeras
nações e culturas da antigüidade e, como sempre, criticá-las com ironia e acidez.
 O autor, nesta obra, é um pouco parcimonioso em suas irreverências, mas não deixa de ser cáustico
algumas vezes.
 Sobre as batalhas, tão freqüentes na antigüidade como hoje, Voltaire é incisivo:
 Os homens que comem carne e tomam beberagens fortes têm todos um sangue azedo e
adusto, que os torna loucos de mil maneiras diferentes. Sua principal demência se manifesta
na fúria de derramar o sangue de seus irmãos e devastar terras férteis, para reinarem sobre
cemitérios.
 A respeito da ressurreição, tema que Voltaire tratava com desdém, aqui fala com uma profundidade e
percuciência dignas de meditação:
 - A ressurreição, Alteza - disse-lhe a fênix, - é a coisa mais simples deste mundo. Não é
mais surpreendente nascer duas vezes do que uma. Tudo é ressurreição no mundo; as
lagartas ressuscitam em borboletas, uma semente ressuscita em árvore; todos os animais,
sepultados na terra, ressuscitam em ervas, em plantas, e alimentam outros animais, de que
vão constituir em breve uma parte da substância: todas as partículas que compunham os
corpos são transformadas em diferentes seres. É verdade que sou o único a quem o
poderoso Orosmade concedeu a graça de ressuscitar na sua própria natureza.
 A mesma fênix demonstra quão ridícula é a pretensão humana de dominar o conhecimento sobre a
origem dos homens e, enfim, de todas as coisas:
 - E tu - perguntou o rei da Bética à fênix, - que pensas a respeito?
 - Sire - respondeu a fênix, - sou ainda muito jovem para estar informada da antigüidade.
Não vivi mais que uns vinte e sete mil anos; mas meu pai, que viveu cinco vezes essa idade,
me dizia haver sabido, por meu avô, que as regiões do Oriente sempre foram mais povoadas
e mais ricas que as outras. Sabia, por seus antepassados, que as gerações de todos os
animais tinham começado às margens do Ganges. Quanto a mim, não tenho a vaidade de
ser dessa opinião. Não posso acreditar que as raposas de Albion, as marmotas dos Alpes e
os lobos das Gálias venham do meu país; da mesma forma, não creio que os pinheiros e os
carvalhos das vossas regiões descendam das palmeiras e dos coqueiros da Índia.
 - Mas de onde vimos então? - indagou o rei.
A princesa de Babilônia
file:///C|/site/livros_gratis/a_princesa_de_babilonia.htm (2 of 46) [03/07/2001 15:50:06]
 - Nada sei - respondeu a fênix. - Desejaria apenas saber para onde poderão ir a bela
princesa da Babilônia e o meu querido amigo Amazan.
 Insistindo sobre a fragilidade do conhecimento humano, Voltaire, pelas palavras de milorde
"What-then" (milorde Que Importa), habitante de Albion (Inglaterra), afirma:
 Com o mesmo espírito que nos fez conhecer e sustentar os direitos da natureza humana,
elevamos as ciências ao mais alto ponto a que possam chegar entre os homens. Os vossos
egípcios, que passam por tão grandes mecânicos; os vossos hindus, a quem julgam tão
grandes filósofos; os vossos babilônios, que se vangloriam de haver observado os astros
durante quatrocentos e trinta mil anos; os gregos, que escreveram tantas frases e tão
poucas coisas, não sabem precisamente nada em comparação com os nossos menores
colegiais, que estudaram as descobertas de nossos grandes mestres. Arrancamos mais
segredos à natureza no espaço de cem anos do que os descobriu o gênero humano na
multidão dos séculos.
 Voltaire, finalmente, destila todo o amargor que sentia pelos ataques e perseguições que sofreu,
pedindo a proteção das Musas:
 Nem por isso, ó Musas, me havereis de proteger menos. Impedi que os continuadores
temerários estraguem com as suas fábulas as verdades que ensinei aos mortais nesta fiel
narrativa, assim como ousaram falsificar Cândido, o Ingênuo, e as castas aventuras da
casta Joana que um ex-capuchinho desfigurou em versos dignos dos capuchinhos, em
edições batavas.
.......
 Ó Musas, imponde silêncio ao detestável Coger, professor de parolagem no colégio
Mazarino, que não ficou contente com os discursos morais de Belisário e do imperador
Justiniano e escreveu infames libelos difamatórios contra esses dois grandes homens.
.......
 Musas, filhas do céu, vosso inimigo Larcher ainda faz mais: estende-se em elogios à
pederastia; ousa dizer que todos os bambinos do meu país são sujeitos a essa infâmia.
Pensa salvar-se aumentando o número dos culpados.
 Nobres e castas Musas, que detestais igualmente o pedantismo e a pederastia,
protegei-me contra mestre Larcher!
 É mais um trabalho extraordinário de um dos maiores pensadores que a História já registrou.
BIOGRAFIA DO AUTOR
 FRANÇOIS-MARIE AROUET, filho de um notário do Châtelet, nasceu em Paris, em 21 de
novembro de 1694. Depois de um curso brilhante num colégio de jesuítas, pretendendo dedicar-se à
magistratura, pôs-se ao serviço de um procurador. Mais tarde, patrocinado pela sociedade do Templo e
em particular por Chaulieu e pelo marquês de la Fare, publicou seus primeiros versos. Em 1717, acusado
de ser o autor de um panfleto político, foi preso e encarcerado na Bastilha, de onde saiu seis meses
depois, com a Henriade quase terminada e com o esboço do OEdipe. Foi por essa ocasião que ele
A princesa de Babilônia
file:///C|/site/livros_gratis/a_princesa_de_babilonia.htm (3 of 46) [03/07/2001 15:50:06]
resolveu adotar o nome de Voltaire. Sua tragédia OEdipe foi representada em 1719 com grande êxito;
nos anos seguintes, vieram: Artemise (1720), Marianne (1725) e o Indiscret (1725).
 Em 1726, em conseqüência de um incidente com o cavaleiro de Rohan, foi novamente recolhido à
Bastilha, de onde só pode sair sob a condição de deixar a França. Foi então para a Inglaterra e aí se
dedicou ao estudo da língua e da literatura inglesas. Três anos mais tarde, regressou e publicou Brutus
(1730), Eriphyle (1732), Zaïre (1732), La Mort de César (1733) e Adélaïde Duguesclin (1734). Datam da
mesma época suas Lettres Philosophiques ou Lettres Anglaises, que provocaram grande escândalo e
obrigaram a refugiar-se em Lorena, no castelo de Madame du Châtelet, em cuja companhia viveu até
1749. Aí se entregou ao estudo das ciências e escreveu os Eléments de le Philosophie de Newton (1738),
além de Alzire, L'Enfant Prodigue, Mahomet, Mérope, Discours sur l'Homme, etc.
 Em 1749, após a morte de Madame du Châtelet, voltou a Paris, já então cheio de glória e conhecido
em toda a Europa, e foi para Berlim, onde já estivera alguns anos antes como diplomata. Frederico II
conferiu-lhe honras excepcionais e deu-lhe uma pensão de 20.000 francos, acrescendo-lhe assim a
fortuna já considerável. Essa amizade, porém, não durou muito: as intrigas e os ciúmes em torno dos
escritos de Voltaire obrigaram-no a deixar Berlim em 1753.
 Sem poder fixar-se em parte alguma, esteve sucessivamente em Estrasburgo, Colmar, Lyon, Genebra,
Nantua; em 1758, adquiriu o domínio de Ferney, na província de Gex e aí passou, então, a residir em
companhia de sua sobrinha Madame Denis. Foi durante os vinte anos que assim viveu, cheio de glória e
de amigos, que redigiu Candide, Histoire de la Russie sous Pierre le Grand, Histoire du Parlement de
Paris, etc., sem contar numerosas peças teatrais.
 Em 1778, em sua viagem a Paris, foi entusiasticamente recebido. Morreu no dia 30 de março desse
mesmo ano, aos 84 anos de idade.


Resumo

A Princesa de Babilõnia é um conto filosófico raramente publicado que Voltaire (François Marie Arouet, 1694-1778) escreveu em 1768. --- A história se concentra em Amazan, um belo, pastor desconhecido, e Formosanta, a princesa da Babilônia, cujo amor e ciúme levá-los a viajar pelo mundo. 

Durante suas viagens, Voltaire, usando metáforas e cenas de aventura, confronta os protagonistas e o leitor com a iluminação básica valores

A Princesa de Babilônia François-Marie Arouet (Voltaire)



Caderno de Educação

Confira 5 cursos sugeridos pelo site:

👉 Curso de Educação Infantil
👉 Curso de Jardinagem e Paisagismo
👉 Curso de Psicoterapia
👉 Curso de Escrita e Redação
👉 Curso de Empreendedorismo




Compartilhe Compartilhe Compartilhe
Compartilhe em suas Redes Sociais!


Sobre:
O Blog Caderno de Educação visa compartilhar conteúdo e proporcionar a troca de material e experiências com os usuários. Todas as matérias publicadas são informativas ou sugestivas e não devem ser utilizadas em substituição a informação especializada de um profissional habilitado.

Postagens Sugeridas, Relacionadas e Anúncios

0 comentários:

Postar um comentário

.
Tecnologia do Blogger.

 

João 3 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

voltar