Publicidade

Minha desgraça, de Álvares de Azevedo

Minha desgraça, de Álvares de Azevedo. Poemas Malditos.


Minha desgraça, de Álvares de Azevedo



MINHA DESGRAÇA


Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco, 
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco....

Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro. . .
Eu sei . O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro. . .

Minha desgraça, ó cândida donzela
O que faz que o meu peito assim blasfema,
É ter para escrever todo um poema,
E não ter um vintém para uma vela.


Álvares de Azevedo



Caderno de Educação

Confira:

👉 Curso de Psicoterapia


Compartilhe Compartilhe Compartilhe
Compartilhe em sua s Redes Sociais!


Sobre:
O Blog Caderno de Educação visa compartilhar conteúdo e proporcionar a troca de material e experiências com os usuários. Todas as matérias publicadas são informativas ou sugestivas e não devem ser utilizadas em substituição a informação especializada de um profissional habilitado.

Postagens Sugeridas, Relacionadas e Anúncios

0 comentários:

Tecnologia do Blogger.

 
Sobre | Termos de Uso | Política de Cookies | Política de Privacidade

João 3 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.