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A Flor do Cárcere de Euclides da Cunha | Literatura Brasileira

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Euclides da Cunha reconhecido por seu trabalho, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1903.


Poema a Flor do Cárcere poemas para apresentar na sala de aula

A FLOR DO CÁRCERE


Nascera ali _ no limo viridente
Dos muros da prisão _ como uma esmola
Da natureza a um coração que estiola _
Aquela flor imaculada e olente...

E 'ele' que fora um bruto, e vil descrente,
Quanta vez, numa prece, ungido, cola
O lábio seco, na úmida corola
Daquela flor alvíssima e silente!...

E _ ele _ que sofre e para a dor existe _
Quantas vezes no peito o pranto estanca!...
Quantas vezes na veia a febre acalma,

Fitando aquela flor tão pura e triste!...
_ Aquela estrela perfumada e branca,
Que cintila na noite de sua alma...

[1884?] 

Veja também:
  1. A ama seca de Artur Azevedo
  2. A mulher brasileira Lima Barreto
  3. 7 sonetos de Augusto dos Anjos

*Publicado na "Revista da Família Acadêmica", número 1, Rio de Janeiro, novembro de
1887.

Poesias e poemas para sala de aula: Português, Geografia, Sociologia, Artes, História e outras. Sobre diversos temas como saudade, carnaval, amor, etc. Sugeridas para trabalhar em sala de aula do ensino fundamental e ensino médio.



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