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[UFPR] 5 Questões de Interpretação de Texto de Concursos Nível Médio

5 Questões de Interpretação de Texto de Concursos Nível Médio

O Texto 1, a seguir é referência para as questões 01 a 03.

Imunização de crianças em queda: por que os pais deixam de vacinar os filhos?

(Vanessa Fajardo, G1, 21/06/2018)

Os baixos índices de imunização de crianças no Brasil acenderam o alerta para especialistas. Mas, afinal, quais os motivos por

________ da decisão de pais que não vacinaram os filhos? Para Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações,

um dos motivos que explicam o menor índice em 16 anos de cobertura de vacinação em crianças menores de um ano é o fato de que

as vacinas estão culturalmente vinculadas à percepção de risco da doença. Quando se trata de doenças erradicadas, a população tem

mais dificuldade de enxergar seus perigos. “As vacinas acabam sendo vítimas de seu próprio sucesso. A cultura do ser humano é de

se vacinar quando há um risco ________, quando ele não ________ esse risco, não trata com prioridade, o que é um equívoco”.

Kfouri cita como exemplo os dados de cobertura da vacina contra a gripe, em 2016, que em três semanas atingiu a meta de 80%

de cobertura, quando houve um surto da doença. “Hoje isso não seria possível nem em três meses”.

Para a pediatra Ana Escobar, consultora do programa “Bem Estar”, muitos pais mais jovens ficaram muito longe da realidade de

ter uma criança com poliomielite ou sarampo, por exemplo. “Não conhecem e nem nunca viram crianças com essas doenças. Por isso,

não há um estímulo vigoroso para que compareçam aos postos de saúde com a frequência necessária para vacinar seus filhos. Há

pouca informação na mídia sobre a gravidade dessas doenças, que de fato diminuíram sensivelmente sua incidência”, analisa. [...]

Mas por que os pais deixam de vacinar os filhos?

Para Kfouri, um impeditivo para a vacinação é o fato de que muitas vezes a população e até os profissionais da área da saúde não

conhecem a doença contra a qual precisam se imunizar e, consequentemente, não entendem seus riscos.

Há outros motivos para que as pessoas deixem de se vacinar?

Além da percepção do risco da doença, fatores como o horário de funcionamento dos postos de saúde, além da falta sazonal de

uma determinada vacina podem ser motivos para a falta de vacinação, segundo Kfouri. Ele lembra que os postos funcionam em horário

comercial e nem sempre atendem as necessidades das famílias, cujos pais trabalham fora. “Os horários nem sempre são os mais

adequados, é preciso repensar isso”.

Medo de supostas reações pode contribuir para a não vacinação?

Para Kfouri, o público que deixa de vacinar seus filhos por medo das reações é uma parcela ________, que não impacta os índices

de cobertura.

Quais as consequências desses baixos índices de imunização?

Para a doutora Ana Escobar, não há dúvidas: o risco do retorno de doenças já erradicadas é uma das consequências dos baixos

índices de imunização. “Observe-se que frequentemente temos tido um aumento de casos de sarampo aqui ou ali, que imediatamente

é controlado com campanhas de vacinas. Importante saber que a única doença oficialmente erradicada do planeta é a varíola. Nem a

poliomielite está erradicada. Portanto, baixas coberturas vacinais podem, sim, trazer algumas dessas doenças de volta”, explica.

(Fonte: <https://g1.globo.com/bemestar/noticia/imunizacao-de-criancas-em-queda-por-que-os-pais-deixam-de-vacinar-os-filhos-veja-perguntas-e-respostas.ghtml>. Adaptado.)

01 - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.

a) traz – eminente – enxerga – despresível.

b) trás – eminente – encherga – desprezível.

c) traz – iminente – encherga – despresível.

d) trás – iminente – enxerga – desprezível.

e) tráz – eminente – encherga – desprezível.

02 - De acordo com o texto, um dos motivos defendidos pelos especialistas para os baixos índices de imunização de crianças

em 2018 é:

a) o baixo nível cultural da população, que busca vacinas nos postos apenas quando ocorrem surtos de doenças.

b) a má qualidade da publicidade da campanha de vacinação de 2018, que não atingiu seu público-alvo.

c) o medo generalizado dos possíveis efeitos colaterais das vacinas, hoje mais bem conhecidos pelo público.

d) a inexperiência de pais e mães mais jovens, que deixam de comparecer aos postos de saúde com a frequência necessária.

e) os bons resultados obtidos com as vacinações anteriores, que reduziram a percepção da existência de algumas doenças.

03 - Como causa dos baixos índices de cobertura da vacinação, a autora menciona:

a) duas razões.

b) três razões.

c) quatro razões.

d) cinco razões.

e) seis razões.

[UFPR] 5 Questões de Interpretação de Texto de Concursos Nível Médio


O Texto 2, a seguir, é referência para as questões 04 e 05.

O povo diz que Deus limitou a inteligência para que os homens não invadissem Seus domínios. Pena não ter feito o mesmo com

a burrice humana.

No Brasil e em outros países, têm ganhado força os movimentos de oposição às vacinas. É um contingente formado, sobretudo,

por pessoas que tiveram acesso a escolas de qualidade e às melhores fontes de informação, mas acreditam piamente em especulações

estapafúrdias sobre os possíveis malefícios da vacinação.

Os argumentos para justificar suas crenças contradizem as evidências científicas mais elementares. Afirmam que as vacinas

debilitam o organismo, impedem o desenvolvimento do sistema imunológico, causam alergias, autismo, retardo mental e outros males.

Esquecem que, se chegaram à vida adulta sem as sequelas motoras da poliomielite, as cicatrizes da varíola ou a infertilidade da

caxumba, é porque as gerações que os antecederam não foram insensatas como eles. Com a prepotência que a ignorância traz, negam

ao filho os cuidados preventivos que receberam de seus pais.

Discutir com um desses sábios é tarefa mais inglória do que convencer um judeu a rezar virado para Meca ou uma evangélica a

receber a Pomba Gira. Quando o pediatra lhes recomenda vacinar as crianças, apelam para a teoria da conspiração: os médicos

estariam mancomunados com a indústria farmacêutica, o governo e o capital internacional para explorar a boa-fé de famílias indefesas.

Essas sumidades têm todo o direito de discordar dos médicos e dos avanços científicos, mas deveriam ser coerentes. Por que não

aconselham os filhos a fumar? As filhas a fazer sexo sem proteção? Por que não amamentam os recém-nascidos com mamadeiras e

leite em pó em vez de oferecer-lhes o seio materno, por pelo menos seis meses, como recomenda o mesmo Ministério da Saúde que

vacina as crianças? [...]

(Extraído de “Sábios antivacinais”, Dráuzio Varela, Folha de S. Paulo, 31/05/2017.)

04 - A incoerência que o autor atribui aos pais que se opõem à vacinação de seus filhos se deve ao fato de:

a) terem tido acesso a escolas de qualidade e às melhores fontes de informação, mas crerem em especulações estapafúrdias.

b) negarem aos filhos os cuidados preventivos com a vacinação que receberam de seus pais.

c) apelarem para a teoria da conspiração quando o pediatra lhes recomenda vacinar as crianças.

d) desconfiarem das campanhas de vacinação, mas acatarem outras recomendações do Ministério da Saúde.

e) acreditarem que as vacinas debilitam o organismo e causam uma série de outros males.

05 - A frase “... é porque as gerações que os antecederam não foram insensatas”, estabelece com o segmento anterior uma

relação de:

a) temporalidade.

b) condicionalidade.

c) causalidade.

d) proporcionalidade.

e) finalidade


ITAIPU BINACIONAL Cargo: Profissional Nível Universitário Junior - Técnico em Agropecuária - Agrícola - Florestal - Ambiental 2019  UFPR

Outras questões

12 - O poema “Oficina irritada”, abaixo, integra o livro Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade.

Eu quero compor um soneto duro como poeta algum ousara escrever.

Eu quero pintar um soneto escuro, seco, abafado, difícil de ler.

Quero que meu soneto, no futuro, não desperte em ninguém nenhum prazer.

E que, no seu maligno ar imaturo,ao mesmo tempo saiba ser, não ser. Esse meu verbo antipático e impuro há de pungir, há de fazer sofrer, tendão de Vênus sob o pedicuro. Ninguém o lembrará: tiro no muro, cão mijando no caos, enquanto Arcturo, claro enigma, se deixa surpreender. Com base nesse poema e na integralidade do livro, assinale a alternativa correta.

a) Apesar de o eu do poema afirmar que quer compor um soneto, o texto resultante não tem a forma de um soneto.

b) A forma desse poema destoa do restante do livro, em que predomina o verso livre do modernismo de 22.

►c) Esse poema recupera uma forma clássica que é contraposta ao uso da linguagem coloquial.

d) Os poemas de Claro Enigma apresentam linguagem cotidiana e sarcástica, própria das paródias.e) O poema cita poemas parnasianos que cultuam a forma do soneto, mas nunca fazem uso do decassílabo

Parnasianismo

UFPR(Litoral2010) - Leia atentamente os trechos de poemas de Manuel Bandeira.

“(...)Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos


O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.(...)”

(Os Sapos)“(...)

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis


Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo o lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo. (...)”(Poética)

Sobre esses trechos, assinale a alternativa INCORRETA:

a) Há a reflexão sobre o próprio fazer poético, que propunha uma estética bem diferente da proposta por Olavo Bilac em“Profissão de Fé”.

*b) No contexto de Os Sapos, há cinquenta anos o autor já tinha proposto normas rígidas para o fazer poético, antecipando o parnasianismo.

c) Os Sapos são metáforas que se referem aos poetas parnasianos, que primavam por um rigor na métrica e na versificação

.d) Em forma de manifesto, Manuel Bandeira expressa boa parte da demanda dos modernistas quanto à forma de se fazer poesia.

e) O “lirismo raquítico e sifilítico”, que Bandeira combate, é próprio dos poetas ultrarromânticos do século XIX.


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João 3 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.